quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Ontem no debate nao gostei...

...... sim, nao gostei dos sorrizinhos arrogantes e daquele "Q" de desprezo no olhar de quem estudou em Harvard,estah nas alturas,tranquilo..... Fiquei triste, e pra piorar, no final,ainda McCain se atrapalha todo e quase sai do lado de Obama tropecando... meu Deus!!!
Como dizem os funcionarios da Bel... ohh dohhhh....
Pra quem estah perdendo achei ateh que McCain foi extremamente elegante. O problema eh que ele nao tem carisma e nao eh eloquente.Se perder [se....] serah por causa dele mesmo.
Estou procurando uma aberturinha qualquer para acreditar que alguma coisa possa ainda mudar isso. Soh se for um outro Bin Laden. Deus me livre. Nem pensar.
Mas pera la. Talvez o racismo . Talvez o povo esteja blefando, e para nao expor seu racismo, diz que vota em Obama, mas la no segredinho da urna ele vota mesmo no outro. Seria o "ëfeito Bradley". Quem sabe?
Soh que isso foi ha mais de 20 anos!E na California hein! Serah que poderia se repetir?

Alguem acha mesmo que a cor nao eh mais problema nesse pais?


Como diz a Keli,.....Well.....

Se eu continuar a congecturar, provavemente poderao surgir no outro lado da linha republicanos que dizem nao votar em Obama,e na realidade votarem soh por causa da economia.. Deus me livre de novo.
Chega.

Adoro o Demetrio Magnoli...

Ele eh sociologo e doutor em geografia humana pela USP. Nada a ver com minha area,e eu soh o conheco da Globo News pq ele eh sempre convidado. Hoje vi um artigo dele no Estadao: Lehman Brothers,Marx & Sons sobre a crise global.Eh teorico, mas como na pratica nada podemos fazer, fico com a teoria do Demetrio.
Muuito bem escrito, bem fundamentado e muito inteligente tambem. Gostei.

Vou trazer pra ca alguns paragrafos[ nao sei qual eh o melhor] principalmente sobre a regulamentacao de mercado.


"Quando o Lehman Brothers entrou em bancarrota, provocando a implosão de Wall Street, os filhos órfãos de Karl Marx começaram a disseminar uma narrativa ideológica da crise que é tão desonesta quanto reacionária.

......o mercado no qual se armou a tragédia nada tem de liberal, articulando-se sobre uma teia de regras, emanadas do Executivo e do Congresso, que pavimentaram o caminho rumo à concessão de empréstimos cada vez mais arriscados. A Fannie Mae e freddie Mac são corporações hipotecárias tecnicamente privadas, mas patrocinadas pelo poder público, que operavam sob garantia de resgate estatal em caso de falência. As agências reguladoras autorizaram-nas, em 1995, a entrar no mercado de subprime e exigiram dos bancos privados um aumento dos empréstimos imobiliários para devedores com poucos recursos. A "ganância" fez o resto, mas no ambiente de liquidez abundante, propício à especulação, gerado pela política monetária do banco central americano e pela política fiscal do governo Bush.



Pela primeira vez na história, uma guerra de grandes proporções foi conduzida por um governo que não conclamou os cidadãos a fazerem sacrifícios, mas, explicitamente, a "irem às compras". A mistura tóxica de juros baixos e cortes de impostos com um déficit orçamentário crescente formou o pano de fundo da ciranda especulativa num mercado intensamente regulamentado. A implosão das altas finanças nos EUA, contagiando os mercados internacionais e anunciando a recessão global, não é obra exclusiva do governo Bush, mas tem as digitais de uma "mão visível"............[da politica]

Marx podia estar fundamentalmente errado, mas nunca deixou de buscar as articulações entre economia e política. Seus órfãos, traindo-o, inventaram uma economia "neoliberal" desregulamentada e denunciam uma "contradição" fatal quando os governos "neoliberais" se preparam para estatizar o núcleo do sistema financeiro. Eles não percebem que um padrão de regulamentação está sendo substituído por outro. Nem que a "mão visível" da política está presente nos dois".